Acupuntura para fascite plantar e esporão de calcâneo

Publicado por Carolina Thibes em

Existem várias causas para as dores na sola dos pés e grande parte delas estão associadas à fascite plantar e ao esporão de calcâneo, sendo que um distúrbio é frequentemente confundido com o outro. 

A fascite plantar é a inflamação da fáscia muscular (ou fáscia plantar), que é a membrana de tecido conjuntivo fibroso e pouco elástico, que recobre os músculos localizados na sola do pé, desde o osso calcâneo, que garante o formato do calcanhar, até a base dos dedos dos pés. A fáscia muscular ajuda a manter a curvatura do pé firme e é responsável por proteger a região dos grandes impactos, amortecendo e distribuindo o impacto,  já que o pé é quem transmite o peso do corpo ao chão. É a fáscia muscular que permite o deslizamento dos músculos, de maneira que haja uma contração muscular sem dor, forte e harmônica. A fascite plantar ocorre quando essa película inflama, gerando um líquido inflamatório entre a fáscia muscular e o músculo na sola do pé, causando dor. 

O esporão de calcâneo, por sua vez, decorre de um crescimento anormal de uma parte do osso localizado no calcanhar, formando uma protuberância óssea, que corresponde a um depósito anormal de cálcio. O calcâneo é quem dá forma ao calcanhar e é o maior osso do pé, um dos sete que constituem o tarso, estrutura anatômica e funcional da parte superior do pé, próxima ao tornozelo, sendo o responsável pela sustentação do peso do corpo a fim de distribuí-lo depois por todo o pé. Na maioria das vezes, o esporão localiza-se na parte inferior do calcâneo (por baixo do osso do calcanhar) e não é visível a olho nu. O esporão costuma se desenvolver devido a microtraumas e inflamação crônica da parte inferior do calcanhar, que favorecem a calcificação dos tecidos em volta do calcâneo. Não é a calcificação em si a causadora das dores, mas sim toda a alteração mecânica e bioquímica que está frequentemente associada a ela.

Analisando pelo viés da acupuntura, verificamos que os meridianos que passam pelos locais onde se manifestam a fascite plantar e o esporão de calcâneo são os meridianos do rim e meridiano da bexiga

Em ambas as inflamações, há um desequilíbrio entre a parte lateral e medial, destacadamente da região do tornozelo. Na parte lateral e medial do tornozelo a ênfase é no meridiano da bexiga e na parte mais medial, no meridiano do rim. Quando há uma tensão no yang, há uma frouxidão no yin e vice-versa. Isso causa um desequilíbrio da musculatura. Esse desequilíbrio muscular acaba por atrapalhar a forma de tração adequada da musculatura em relação a essa base, a esse ponto de apoio na região do calcanhar, que pode influenciar em uma pisada inadequada e um aumento da tensão na região plantar, contribuindo para a ocorrência da fascite plantar. Já a desproporcionalidade de tensão do corpo para tentar proteger esse local aumenta o tecido ósseo e facilita a formação do esporão de calcâneo. Na sessão de acupuntura, o acupunturista deverá apalpar a região afetada e verificar qual o meridiano mais afetado, identificando onde há o desequilíbrio e esta frouxidão. Sabemos que os pontos B62 e R6, quando estimulados adequadamente, melhoram o balanceamento da região afetada. O ideal é procurar o acupunturista assim que se manifestarem os sintomas, pois quanto antes se tiver o diagnóstico de fascite plantar e esporão de calcâneo, mais rápido e eficaz será o tratamento.

Categorias: Tratamento

0 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *